English Premier League: Gestão e Administração

Por inúmeras ocasiões a English Premier League e aos seus clubes surgem como referência e destaque no que diz respeito à sua filosofia financeira e de gestão desportiva, na sua maioria as notícias dos meios de comunicação social prendem-se com os altos valores dos contratos e das transferências efectuados entre os clubes, mas também pela gestão e o rigor organizacionais aplicados pelos dirigentes da liga. No entanto a Premier League está longe de ser uma liga de futebol perfeita.

Por toda a Europa os modelos e filosofias de gestão desportiva e financeiros utilizados por clubes e ligas varia consideravelmente de país para país, apesar dos esforços por parte da Uefa que através do seu programa de licenciamento colectivo já alcancou alguns resultados, continua a existir alguma dificuldade em introduzir medidas de fundo que possam impedir os graves problemas financeiros e administrativos praticados um pouco por todo o lado.

1. Sistema de Licenciamento

Acreditamos que o projecto de licenciamento introduzido pela Uefa, teve origem no modelo utilizado na Ligue 1 e 2 em França, onde a DNCG – Direcção Nacional de Controle e Gestão, assegura eficazmente o cumprimento das obrigações financeiras dos clubes.

2. Sistema Accionista

O capital aberto de um clube de futebol tem vindo a trazer alguns amargos de boca para alguns clubes mas principalmente para os seus adeptos. O modelo ideal passará sempre pela detenção de 51% das acções por parte do clube, gerido por dirigentes eleitos pelos associados. Este é o modelo utilizado na maioria dos clubes ou existe a intenção que o seja, sendo em grande parte fruto de auto-implementação por parte dos dirigentes e sócios dos clubes. No entanto estas regras e intenções também podem ser alteradas em qualquer altura pela mesma via.

Como exemplo de uma regulamentação perfeita a este nível está o modelo Alemão. Segundo as regras da Bundesliga, os clubes têm que ser proprietários de 50% mais uma acção do clube, tornando impossível que um investidor privado tome conta do clube.

Este modelo impede o descalabro que se verifica em Inglaterra, onde a aquisição de clubes tem sido prática comum (embora já com alguns entraves), com o endividamento total dos clubes a ultrapassar os 3.500 milhões de euros, fruto dos empréstimos contraídos na aquisição dos clubes por parte dos seus novos proprietários.

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